Lembrei-me de uma história de encontros e desencontros (ah sim, claro! Os nomes foram trocados).
Numa bela noite, Luana reencontrou Leandro e este por sua vez não deu a menor atenção para Luana. Ainda assim, Luana passou quase sua noite inteira, esperançosa, a desejar Leandro. Eis que surge um desconhecido: Marcos. Ele percebeu Luana. Luana percebeu os olhares de Marcos, mas ainda assim ela desejava Leandro. Leandro não dando o mínimo que Luana precisava, partiu da festa e, claro, com o coração dela. Nem sequer se despediram. Luana ficou decepcionada, devido tamanha expectativa que criou em torno de uma situação que ela achou que pudesse acontecer. Vida que segue. Mas Marcos não desistiu, fez-se notar por Luana que àquela hora já havia entendido que Leandro não merecia o mínimo de sua atenção.
Good Luck, Música de Vanessa da Mata e Ben Harper
Ela então, totalmente decidida traçou nova diretriz e resolveu dar uma chance ao desconhecido. Foi até aquele bonito rapaz de olhar insistente e interrogou-lhe: - “Vem cá porque você não para de me olhar hein?”. Claro que ela já sabia a resposta. E bastaram algumas palavras, algumas danças envolventes com o desconhecido, para Luana rapidamente se encantar e perceber o quanto estava sendo boba em desperdiçar sua noite à espera de alguém que não vinha. De estranho, Marcos logo se tornou a criatura mais doce, atraente e sintonizada com o astral de Luana naquela noite. Naquele momento seus instintos haviam sido despertados, de uma forma inexplicável. Nada ouviam e viam, além do que eles falavam e faziam.
Luana e Marcos esqueceram das horas e o abraço ficou mais apertado. Eles não queriam parar aquilo que estava acontecendo. Queriam se ver novamente, se possível logo, no mesmo dia para dar continuidade àquele recíproco desejo que havia em seus beijos e abraços. Talvez a idéia inicial, nem fosse essa. Talvez eles nem imaginassem que aquele primeiro encontro seria tão bom assim...
Sim! Eles se viram novamente. Bem poucas vezes...
Com certeza muitas expectativas surgiram na cabeça dos dois em torno do “depois”, apesar de estarem cientes que “substâncias desinibidoras” percorriam seus sangues naquele primeiro encontro.
Mas o depois, tinha a obrigação de ser igual ou melhor que aquele primeiro encontro explosivo. Se não, isso poderia se tornar frustante.
O que sei é que Marcos e Luana se afastaram...
Não quero me dispersar do assunto (e nem devo) com detalhes desse enredo que mais parece capítulo de uma novela mexicana. Ok! Eu me entrego! Adoro essas historinhas românticas (mesmo as que não terminam com um “Happy End”) e talvez por isso eu tenha usado essa, para aplicar como exemplo no meu texto.
O foco aqui é a questão da expectativa.
Quase sempre criamos expectativas em cima de coisas, situações, pessoas. Normal, faz parte! É o que move nossa vida. Sem expectativas, nos tornamos apáticos. Expectativas geram certa tensão e dependendo do caso, muitas vezes nos tira da realidade. Porque enxergamos as coisas e as pessoas como queremos. Só que nem sempre as pessoas estão preparadas para se doar e nos doar aquilo que queremos e desejamos. E nem sempre as coisas são da maneira como as idealizamos.
Platão já dizia que o mundo real é uma imitação imperfeita do mundo das idéias, onde tudo é perfeito, bom. É daí que vem o termo “amor platônico”, em que a pessoa “ama”(ou se apaixona) pela idéia que faz da outra pessoa. E acho que Platão só chegou a essa conclusão, após ter tido alguma desilusão amorosa. (risos)
Nós somos os próprios responsáveis por essa idealização do outro (ou de uma situação) e geramos grandes expectativas em torno disso, sem sequer trabalhar as dificuldades, adversidades, os obstáculos que podemos encontrar em nosso caminho.
Luana não pode culpar Marcos pelo desligamento. Nem Marcos a Luana. Sim...eles criaram expectativas sobre o outro. Alguém ali sofreu. Talvez os dois. Talvez não na mesma intensidade e quantidade. Dar fim a algo também dói.
Se eles não eram o que eles queriam ou desejavam, ou nada aconteceu como eles esperavam que fosse acontecer, o outro não tinha a menor culpa.
Para evitar frustrações, não deveríamos achar que o outro tem a obrigação de corresponder as nossas - e muitas vezes, irreais e desleais - expectativas, porque isso provoca uma desconexão entre a fantasia e a realidade, podendo até gerar conflitos emocionais e dificuldades em lidar com a realidade. Afinal, não vivemos no mundo das idéias e sim no mundo real.
Sonhar, idealizar, se encher de esperanças, é preciso. O Poeta Vinícius já dizia “não há mal pior do que a descrença”. Mas tenhamos consciência que somos nós, os próprios responsáveis por tudo aquilo que deixamos acontecer em nossas vidas, porque muitas vezes esperamos demais das coisas e das pessoas.
Música Como já Dizia o Poeta, de Vinícios de Moraes, na voz de Maria Betânia.
A saída é dar-se um desconto entendendo que não somos seres perfeitos.
Acredito que Luana e Marcos, depois dessa, usarão isso a favor deles, trabalhando o que passaram (mesmo em tão pouco tempo), para não cometer deslizes parecidos pela vida.
E é isso, vida que segue para os dois e que sejam felizes, cada qual em seu caminho!
BEIJO ME BLOGA












Porque não correr na orla após o trabalho, pegar onda no fim de tarde, tomar um chopp com os amigos, não dispensar uma boa roda de samba... Na vida precisa-se de equilíbrio e é por isso que apesar do caos e das dificuldades, o carioca ainda sabe levar uma vida boa e tenta se jogar à felicidade...
Pessoas como a Dona Djair, que me criou como filha e é mãe de uma das maiores porta-bandeiras do Rio de Janeiro. Giovanna Justo cresceu na Mangueira e teve grandes alegrias na comunidade, onde criou seu filho e sempre brilhou na responsabilidade de defender a bandeira da escola.

